27, jan, 2021 |
Sinfri

Funcionários do Google criam mais um sindicato, agora global

Menos de um mês após a criação do sindicato Alphabet Workers Union (AWU) — originado por trabalhadores do Google dos Estados Unidos e Canadá —, funcionários do Google espalhados pelo mundo anunciam a formação de uma nova aliança sindical global: a Alpha Global.

No início de janeiro, 227 funcionários do Google anunciaram a CWA, com o intuito de lutar contra retaliações da Alphabet, dona do Google, e contratos governamentais controversos. O sindicato ganhou novos adeptos com o passar das semanas, aumentando a quantidade de seus membros para 700, mas os esforços estavam voltados para escritórios localizados nos EUA e Canadá

Contudo, o sinal foi importante para que trabalhadores do Google de dez países (Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Irlanda, Itália, Bélgica, Suécia, Finlândia e Dinamarca) criassem um sindicato a nível global.

“Sabemos que a organização por justiça em uma empresa global como a Alphabet não acaba nas fronteiras nacionais. Por isso é tão importante a união com os trabalhadores de outros países” afirmou Parul Koul, presidente executivo do Alphabet Workers Union e engenheiro de software do Google.

Cartaz com protestos contra o Google
Movimento indica união dos trabalhadores do Google contra abusos e retaliações da gigante de tecnologia. Foto: UNI Global Union/Divulgação

Objetivo do sindicato global

Segundo os organizadores da Alpha Global, o sindicato global abordará o tratamento de moderadores de conteúdos em certos países, lutará pelos direitos dos funcionários da Alphabet e denunciará casos de trabalhadores sendo forçados a assinar acordos de sigilo.

Inicialmente, a entidade não poderá forçar negociações por parte da administração do Google, já que não possui um acordo legal vinculado à empresa. Mas talvez, o contrato de neutralidade nem seja necessário.

Isso porque a Alpha Global será afiliada à UNI Global Union, uma federação de sindicatos que representa 20 milhões de pessoas no mundo todo. Em 2020, a UNI Global Union ajudou a organizar uma greve internacional de funcionários da Amazon durante a Black Friday, mesmo sem um acordo legal em vigor com a companhia.

Fonte: https://olhardigital.com.br/